O PODER NAS ORGANIZAÇÕES (CONCEITOS, CARACTERÍSTICAS E RESULTADOS), trata-se de um trabalho que faz uma reflexão teórica sobre os conceitos, as características e resultados do poder nas organizações. O autor faz menção, em seu raciocínio, à dois modelos de gestão extremos, a autocracia coercitiva e a democracia participativa, fomentando uma critica a evolução das praticas e formas de poder na gestão das organizações. Apesar do poder ser, em tese, simples e universal seu conceito é fugidio e uniforme e, portanto a capacidade potencial de influenciar as ações de indivíduos ou grupos no sentido de atuarem de uma determinada maneira também permite jogos, conflitos de interesses, desenvolvimento de estratégias de ação e negociação entre partes.
O poder é categorizado sobre cinco pontos distintos, poder de recompensa, poder coercitivo,poder legítimo, poder de referência e poder de especialista, sendo que, sobre este enfoque, o poder é oriundo das seguintes fontes, personalidade, propriedade (riqueza) ou organização.
Pode-se descrever o que é o poder e ou até dizer como utilizar o poder. Fato é que o poder só existe diante de uma situação em que se encontram um influenciado e um influenciador, e a dependência entre estas duas partes ira refletir na forma de poder hora exercido.
UMA ANÁLISE DA DINÂMICA DO PODER E DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NO ESPAÇO ORG ANIZACIONAL
O objetivo deste artigo consiste em promover uma discussão teórica acerca das relações de poder e de gênero nas organizações, mediante a adoção das concepções de poder relacional e de circuitos de poder que permitem reconhecer seus efeitos nas relações e interações entre indivíduos e nas práticas e discursos organizacionais que promovem e reforçam as assimetrias de gênero.
A abordagem das relações de gênero sob a perspectiva do poder, cujos efeitos são reconhecidos nas relações sociais é aqui subdividida em partes, afim de uma contemplação mais abrangente, assim, numa primeira parte trata-se da evolução do conceito de relações de gênero, que parte de abordagens que as reduzem às características biológicas dos indivíduos, para chegar a outras perspectivas que as consideram como uma construção social. Na seqüência, direciona-se a discussão para as relações de poder e a articulação de estratégias que permeiam as relações de gênero. Na terceira parte, procura-se demonstrar a ocorrência de movimentos de resistência à dominação de gênero nas organizações, que podem ser reconhecidos e identificados nos circuitos de poder organizacionais. E assim, através desta analise seqüenciada busca-se compreender as relações de gênero nas organizações à luz das relações de poder que as envolvem.
No artigo ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO, são abordados o conceito de assédio moral no trabalho (uma interação social, através da qual um indivíduo é atacado por um ou mais indivíduos de forma diária e continuada durante meses, levando a pessoa assediada a sentir-se numa posição completamente desprotegida e correndo um elevado risco de exclusão); os determinantes: assediado (é caracterizado como sendo uma pessoa fraca, com pouca confiança em si própria e que desempenha as suas funções de modo incorreto, ou seja, de personalidade fraca e pouco competente, mas as pessoas fortes e eficientes também podem ser alvo, por inveja ou ciúme), assediador ( suas características têm a ver com a: personalidade, ameaças de perda de poder e controle e liderança negativa) e organização (a necessidade de uma maior competitividade, produtividade e eficiência gera uma degradação das condições de trabalho, aliado a globalização e as políticas neo-liberais aumentam a incidência do assédio moral); tipos e etapas do assédio moral (assédio vertical descendente proveniente da hierarquia, assédio horizontal proveniente de colegas, assédio misto que seria um assédio horizontal que passa a assédio vertical descendente, assédio ascendente que é proveniente de um ou mais subordinados que assediam um superior); as consequências (o assédio moral causa efeitos diversos e a vários níveis: indivíduo, organização e sociedade) e medidas contra o assédio moral (a organização deverá através dos seus métodos de gestão, dar o exemplo de modos de funcionamento claros, que permitam um bom ambiente de trabalho, a vitima deverá estar atenta e resistir, manter a sua auto-estima, criar laços de inter-ajuda e solidariedade com os colegas, procurar um interlocutor dentro da organização que possa atuar na situação e procurar apoio jurídico e médico em caso de necessidade ou em ultimo caso buscar o enquadramento legal para o caso) e o enquadramento legal (o assédio moral, para ser juridicamente relevante, terá de ter por objetivo ou efeito tratos que sejam objetivamente degradantes, humilhantes ou vexatórios e que afetem a integridade moral dos trabalhadores).