quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Unidade 06

O PODER NAS ORGANIZAÇÕES (CONCEITOS, CARACTERÍSTICAS E RESULTADOS), trata-se de um trabalho que faz uma reflexão teórica sobre os conceitos, as características e resultados do poder nas organizações. O autor faz menção, em seu raciocínio, à dois modelos de gestão extremos, a autocracia coercitiva e a democracia participativa, fomentando uma critica a evolução das praticas e formas de poder na gestão das organizações. Apesar do poder ser, em tese, simples e universal seu conceito é fugidio e uniforme e, portanto a capacidade potencial de influenciar as ações de indivíduos ou grupos no sentido de atuarem de uma determinada maneira também permite jogos, conflitos de interesses, desenvolvimento de estratégias de ação e negociação entre partes.
O poder é categorizado sobre cinco pontos distintos, poder de recompensa, poder coercitivo,poder legítimo, poder de referência e poder de especialista, sendo que, sobre este enfoque, o poder é oriundo das seguintes fontes, personalidade, propriedade (riqueza) ou organização.
Pode-se  descrever o que é o poder e ou até dizer como utilizar o poder. Fato é que o poder só existe diante de uma situação em que se encontram um influenciado e um influenciador, e a dependência entre estas duas partes ira refletir na forma de poder hora exercido.

UMA ANÁLISE DA DINÂMICA DO PODER E DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NO ESPAÇO ORG ANIZACIONAL
O objetivo deste artigo consiste em promover uma discussão teórica acerca das relações de poder e de gênero nas organizações, mediante a adoção das concepções de poder relacional e de circuitos de poder que permitem reconhecer seus efeitos nas relações e interações entre indivíduos e nas práticas e discursos organizacionais que promovem e reforçam as assimetrias de gênero.
A abordagem das relações de gênero sob a perspectiva do poder, cujos efeitos são reconhecidos nas relações sociais é aqui subdividida em partes, afim de uma contemplação mais abrangente, assim, numa primeira parte trata-se da evolução do conceito de relações de gênero, que parte de abordagens que as reduzem às características biológicas dos indivíduos, para chegar a outras perspectivas que as consideram como uma construção social. Na seqüência, direciona-se a discussão para as relações de poder e a articulação de estratégias que permeiam as relações de gênero. Na terceira parte, procura-se demonstrar a ocorrência de movimentos de resistência à dominação de gênero nas organizações, que podem ser reconhecidos e identificados nos circuitos de poder organizacionais. E assim, através desta analise seqüenciada busca-se compreender as relações de gênero nas organizações à luz das relações de poder que as envolvem.

No artigo ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO, são abordados o conceito de assédio moral no trabalho (uma interação social, através da qual um indivíduo  é atacado por um ou mais indivíduos de forma diária e continuada durante meses, levando a pessoa assediada a sentir-se numa posição completamente desprotegida e correndo um elevado risco de exclusão); os determinantes: assediado (é caracterizado como sendo uma pessoa fraca, com pouca confiança em si própria e que desempenha as suas funções de modo incorreto, ou seja, de personalidade fraca e pouco competente, mas as pessoas fortes e eficientes também podem ser alvo, por inveja ou ciúme), assediador ( suas características têm a ver com a: personalidade, ameaças de perda de poder e controle e liderança negativa) e organização (a necessidade de uma maior competitividade, produtividade e eficiência gera uma degradação das condições de trabalho, aliado a globalização e as políticas neo-liberais aumentam a incidência do assédio moral); tipos e etapas do assédio moral (assédio vertical descendente proveniente da hierarquia, assédio horizontal proveniente de colegas, assédio misto que seria um assédio horizontal que passa a assédio vertical descendente, assédio ascendente que é proveniente de um ou mais subordinados que assediam um superior); as consequências (o assédio moral causa efeitos diversos e a vários níveis: indivíduo, organização e sociedade) e medidas contra o assédio moral (a organização deverá através dos seus métodos de gestão, dar o exemplo de modos de funcionamento claros, que permitam um bom ambiente de trabalho, a vitima deverá estar atenta e resistir, manter a sua auto-estima, criar laços de inter-ajuda e solidariedade com os colegas, procurar um interlocutor dentro da organização que possa atuar na situação e procurar apoio jurídico e médico em caso de necessidade ou em ultimo caso buscar o enquadramento legal para o caso) e o enquadramento legal (o assédio moral, para ser juridicamente relevante, terá de ter por objetivo ou efeito tratos que sejam objetivamente degradantes, humilhantes ou vexatórios e que afetem a integridade moral dos trabalhadores).

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Unidade 05

O texto conflito e negociação faz uma conceituação do conflito como sendo “um processo que tem início quando uma das partes percebe que a outra parte afeta, ou pode afetar, negativamente alguma coisa que a primeira considera importante”. Acrescenta ainda que os conflitos podem ser funcionais  ou disfuncionais, sendo o primeiro tipo descrito como aqueles que dão suporte aos objetivos do grupo fazendo com que o seu desempenho obtenha uma melhoria, e  segundo tipo por sua vez como formas destrutivas que agem no sentido de atrapalhar o desempenho do grupo.
Considera que para entender se um conflito é bom ou ruim, antes é necessária saber qual é o tipo de conflito em foco, assim o conflito pode ser de tarefa , de relacionamento ou de tarefa.

BREVE DESCRIÇÃO SOBRE PROCESSOS GRUPAIS, esse artigo descreve os processos grupais, conceito da psicologia social que procura estudar a interação social, manifestações do comportamento de uma pessoa com outras, ou pela simples expectativa da tal interação. Esta vida grupal geralmente é regida por um líder que detêm o poder e determina as obrigações e normas que regulam esta vida. No entanto este processo pode ter coesão (quantidade de pressão exercida sobre os integrantes de um grupo a fim de que continuem nele), cooperação (associação de pessoas trabalhando juntas em prol de um ou mais objetivos), formação de normas (padrões ou expectativas de comportamento partilhados pelos integrantes de um grupo, e utilizados para julgar a propriedade ou adequação de suas análises, sentimentos e comportamentos), liderança (fenômeno decorrente da interação entre os participantes, com acentuada dependência dos objetivos e clima do grupo ), status (prestígio desfrutado por um membro do grupo), papel social (totalidade de modos de conduta que um indivíduo aguarda numa determinada posição no interior de um grupo). Em suma o artigo define como o comportamento de um membro interage no comportamento dos demais e vice-versa, orientando, assim, comportamentos dentro dos grupos na maior parte do tempo.

GESTÃO DE CONFLITOS, o texto considera que atualmente as empresas que não souberem gerenciar os conflitos entre seu pessoal poderão estar sujeitas a diversos contratempos, como: ter reduzida sua participação no mercado; não desenvolver novos produtos; ter arranhada sua imagem perante o público-alvo; prejudicar o clima organizacional; etc.
Assim para que se possa ajudar um indivíduo a superar conflitos, faz-se necessário saber lidar com eles, o que implica saber gerenciá-los. No entanto muitas pessoas não sabem como administrá-los, independente das variáveis que o envolvam.
Quando se estiver administrando um conflito, é de suma importância que, antes de se tomar qualquer decisão, investigue-se os fatos ocorridos, o histórico das pessoas envolvidas como o tempo em que os envolvidos no conflito trabalham na empresa, suas condutas e desempenho, etc.
Como cada ser humano é único, possuindo aptidões, valores, cultura, etc. que o tornam diferente como indivíduo e, por conseqüência, como profissional, os gestores da empresas precisam saber tirar proveito dessas habilidades heterogêneas em prol da empresa. E assim aproveitar dessas diferenças, no trabalho em equipe para maximizar ou otimizar a produção do grupo, aproveitando as desigualdades para que a totalidade, representando, a equipe mais do que apenas a soma das partes de indivíduos.
 A diversidade cultural dos indivíduos seria o principal gerador de conflitos numa organização, pois o etnocentrismo, o uso impróprio de práticas gerenciais, percepções diferentes, comunicação errônea, representam um estopim para o inicio deste.

Grupos, tratase de um texto que traz uma definição de grupo como sendo; dois ou mais indivíduos que interagem socialmente, que possuam um ou mais objetivos em comum e que são colocados juntos para desempenhar relevantes tarefas organizacionais, pois exibem interdependências com respeito ao trabalho, metas e resultados, tem diferentes papéis e responsabilidades e estão juntos embutidos em um sistema organizacional, com limites e ligações para um contexto de sistema e ambiente de tarefas mais amplo.
Assim a estrutura de um grupo começa a emergir desde o primeiro encontro deste grupo e através dos papeis e de normas são consolidadas as características de seus membros.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Unidade 4

O texto Subjetividade e comunicação nas relações de trabalho: contribuição aos estudos interpretativos da comunicação organizacional no Brasil, propõe uma discussão sobre a subjetividade do trabalhador em suas relações de trabalho integrando a comunicação como um importante elemento neste contexto. Relatando a polivalência de funções e a responsabilização que é imbuída ao dia-a-dia do trabalho intrínseca entre conhecimentos técnicos e/ou profissionais. A necessidade de interagir com o trabalho comunicativamente e a interferência do trabalhador na tarefa precisam ser inerentes aos colaboradores, assim com o engajamento, a lealdade, certa doze de autonomia e auto-suficiência. Portanto a subjetividade do colaborador torna-se parte integrante, vital e exigida do contrato de trabalho firmado entre empregado e empregador, é o que propõe as empresas.




O texto Gerenciamento de Impressões e Liderança Carismática: relações e possibilidades para estudos em empresas de hospitalidade, defende que ocorrem interações entre o gerenciamento de impressões e a liderança carismática, observa que táticas de GI estão presentes em diferentes abordagens de liderança carismática e esta se centra na influencia social e utiliza a administração dos sentidos como forma de valorização das impressões projetadas aos liderados, permitindo com isso a permanência do líder na efetividade de seu papel. Assim o líder que deseje permanecer um líder precisa apresentar certos padrões de comportamentos esperados pelos seus liderados dentro do contexto  vivenciado no momento, alem de gerenciar imagens que endossem o papel de liderança representado.



Liderança e Coaching destaca a importância do coaching como criador de novas perspectivas dentro das empresas para o desenvolvimento de pessoas, levando em conta os interesses, motivação e talentos deste numa junção com as metas e direcionamentos pretendidos pela empresa. Através da orientação e desenvolvimento do potencial de cada individuo e situando este com relação ao impacto de determinadas tarefas, atitudes e comportamentos em relação aos resultados globais na empresa. A organização utiliza os benefícios agregados pelo coaching e molda o perfil do profissional que deseja como líder no futuro.




O estudo da Subjetividade, procura perpassar, através do caso da alienação no atendimento das Centrais de Atendimento Telefônico, a evolução da percepção das organizações com relação à subjetividade. Além a objetividade, as organizações estão começando a valorizar a subjetividade como modo de administrar situações com “pessoas”. Porém, uma vez concebida como um fenômeno heterogêneo e individual, sua pluralização representa uma certa dificuldade diante das relações estabelecidas entre as pessoas, cujos valores e objetivos distinguem-se entre si. Assim a participação ativa e singular de cada indivíduo no processo de produção depende não somente de sua capacidade e sensibilidade comunicativa, mas também de uma compreensão recíproca das
situações organizacionais.





segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Unidade 03

O texto Motivação: Mitos, Crenças e Mal-entendidos considera que a maioria dos trabalhos e estudos acerca do tema “motivação” foram concebidos a partir de dados estatísticos, e que, portanto não foram capazes  de explicar os componentes que estão envolvidos nas intenções, motivações ou expectativas dos diferentes indivíduos envolvidos num sistema organizacional.
Nessa busca da compreensão das diferentes maneiras de motivação, ressalta-se a importância de desconsiderar o processo a confusão generalizada instaurada por diferentes grupos e enfoques que buscavam “cada um saber de si”, ou seja, buscavam o ápice do conhecimento baseado em sua linguagem pessoal. Fato que deu origem a quantidade de teorias sobre o assunto existentes.
Considera-se que a motivação é fruto do potencial propulsor interno da pessoa, se não for esta a origem, não se tratará de motivação e sim será fruto da acomodação do organismo vivo as modificações operadas no meio ambiente, sendo de certa forma, um reflexo condicionado.
Assim, a motivação é oriunda da própria vontade da pessoa que vê benefícios neste comportamento,  se engaja e sente alegria de estar contribuindo para o desenvolvimento da empresa à que pertence, portanto esta organização satisfaz, de certa maneira, as carências internas que este individuo (funcionário) possui naquele momento, porém isto pode não ocorrer quando uma “próxima” carência se apresentar, já que o ser humano é considerado insaciável neste contexto.
Como o emprego das mais variadas estratégias não se mostra eficaz face a variedade de indivíduos, propõe-se a inversão da ordem dos fatores, ou seja , se o funcionário chega motivado para seu primeiro dia de trabalho, o que fazer, qual estratégia usar para não desmotivar esta pessoa? Na forma de solução aparece o entendimento das ações motivacionais de cada pessoa só como esboço de medida para cada maneira de ver (cada um) particularmente.
Neste delineamento, propõe-se que os objetivos individuais atualmente perseguidos pelas pessoas têm uma historia de vida, e esta historia precisa ser conhecida, pois é ela que gera a escala de valores do objetivo motivacional perseguido e a maneira pessoal pela qual cada um compreende e avalia sua própria situação no trabalho.



O Processo de Percepção é um texto que aborda as maneiras que os indivíduos usam para prestar atenção e selecionar, interpretar e recuperar informações do ambiente ao seu redor através do processo perceptivo.
Sendo percepção, o processo pelo qual as pessoas escolhem, organizam e regem as informações do mundo ao seu redor, e que lhes interessam.
O perceptor seria influenciado por experiências anteriores, necessidades, motivos, personalidade, valores e atitudes, enquanto o percebido pelas suas características (contraste, intensidade, separação da figura com o chão, etc.). O ambiente ou contexto físico, social e organizacional também influem neste processo.
O processo perceptivo envolve: atenção e seleção, em virtude do exesso de informações torna-se necessário filtra-las (considerar o que realmente interessa); organização, as informações precisam ser organizadas em esquemas (protótipos ou estereótipos); interpretação, é a razão para as ações (motivo da percepção); recuperação, trata-se da memória que da suporte aos estágios anteriores do processo. E como respostas ao comportamento perceptivo temos o pensamento, sentimento e a classificação das ações.
Porém neste processo podem ocorrer algumas distorções como: estereótipos ou protótipos (que podem tornar a recuperação de informações imprecisa); efeito Halo (atributo de pessoa ou situação usado para generalização); percepção seletiva (destacar situação, pessoa ou objeto em consistência com necessidades, valores ou atitudes próprios); projeção ( atribuição de características pessoais para outros indivíduos); efeito contraste (contrastação de uma pessoa com aquelas encontradas na seqüência); expectação ( criar ou encontrar em outro aquilo que se espera num primeiro momento).
Além disto, têm-se a teoria da atribuição que tenta examinar como as pessoas entendem as causas de um determinado evento, como avaliam a responsabilidade do evento e como avaliam as qualidades pessoais dos envolvidos no evento. Assim ela propõe que são três os fatores que influenciam a determinação interna ou externa; a distinção ( analisa quão consistente é o comportamento do individuo em situações diferentes), o consenso (considera que em situações semelhantes reagir-se-á da mesma forma), e a consistência (considera se uma pessoa reage da mesma forma ao longo do tempo. No entanto, se ao subestimar a influencia de fatores situacionais ou superestimar a influencia de fatores pessoais na avaliação do comportamento  de alguém podemos estar incorrendo nos erros fundamentais de atribuição.  



O artigo A teoria atribucional: (re)conceituando a motivação na aprendizagem busca propor possíveis variáveis intervenientes para a formação dos conceitos de motivação da aprendizagem e suas implicações nos processos educacionais.
A ampla maioria dos autores situa a motivação entre os aspectos intrínsecos e extrínsecos na busca pelas razões da motivação para a aprendizagem. Consideram que educadores e educandos são movidos por pré-conceitos, ou seja, suas reações (recíprocas, de ambos) são atribuições a resultados passados projetados para o presente (julga-se com base em acontecimentos/fatos passados o que acontece).
Porém, o que se propõe neste artigo é reconceituar a motivação para a aprendizagem através da analise, compreensão e desenvolvimento dos processos por ambos os lados envolvidos no processo educacional. Só com a compreensão da aplicabilidade do conteúdo apresentado ocorrerá o desenvolvimento da motivação para a aprendizagem, pois só o “elemento” de forma isolada não representa nada, apenas com a relação entre elementos (ligação de uns com os outros) se alcança a luz das dimensões do campo da aprendizagem e se instiga a motivação. Do contrario o espaço escolar continuará sendo apenas um espaço artificial para realização da “praxe educacional”.