segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Unidade 03

O texto Motivação: Mitos, Crenças e Mal-entendidos considera que a maioria dos trabalhos e estudos acerca do tema “motivação” foram concebidos a partir de dados estatísticos, e que, portanto não foram capazes  de explicar os componentes que estão envolvidos nas intenções, motivações ou expectativas dos diferentes indivíduos envolvidos num sistema organizacional.
Nessa busca da compreensão das diferentes maneiras de motivação, ressalta-se a importância de desconsiderar o processo a confusão generalizada instaurada por diferentes grupos e enfoques que buscavam “cada um saber de si”, ou seja, buscavam o ápice do conhecimento baseado em sua linguagem pessoal. Fato que deu origem a quantidade de teorias sobre o assunto existentes.
Considera-se que a motivação é fruto do potencial propulsor interno da pessoa, se não for esta a origem, não se tratará de motivação e sim será fruto da acomodação do organismo vivo as modificações operadas no meio ambiente, sendo de certa forma, um reflexo condicionado.
Assim, a motivação é oriunda da própria vontade da pessoa que vê benefícios neste comportamento,  se engaja e sente alegria de estar contribuindo para o desenvolvimento da empresa à que pertence, portanto esta organização satisfaz, de certa maneira, as carências internas que este individuo (funcionário) possui naquele momento, porém isto pode não ocorrer quando uma “próxima” carência se apresentar, já que o ser humano é considerado insaciável neste contexto.
Como o emprego das mais variadas estratégias não se mostra eficaz face a variedade de indivíduos, propõe-se a inversão da ordem dos fatores, ou seja , se o funcionário chega motivado para seu primeiro dia de trabalho, o que fazer, qual estratégia usar para não desmotivar esta pessoa? Na forma de solução aparece o entendimento das ações motivacionais de cada pessoa só como esboço de medida para cada maneira de ver (cada um) particularmente.
Neste delineamento, propõe-se que os objetivos individuais atualmente perseguidos pelas pessoas têm uma historia de vida, e esta historia precisa ser conhecida, pois é ela que gera a escala de valores do objetivo motivacional perseguido e a maneira pessoal pela qual cada um compreende e avalia sua própria situação no trabalho.



O Processo de Percepção é um texto que aborda as maneiras que os indivíduos usam para prestar atenção e selecionar, interpretar e recuperar informações do ambiente ao seu redor através do processo perceptivo.
Sendo percepção, o processo pelo qual as pessoas escolhem, organizam e regem as informações do mundo ao seu redor, e que lhes interessam.
O perceptor seria influenciado por experiências anteriores, necessidades, motivos, personalidade, valores e atitudes, enquanto o percebido pelas suas características (contraste, intensidade, separação da figura com o chão, etc.). O ambiente ou contexto físico, social e organizacional também influem neste processo.
O processo perceptivo envolve: atenção e seleção, em virtude do exesso de informações torna-se necessário filtra-las (considerar o que realmente interessa); organização, as informações precisam ser organizadas em esquemas (protótipos ou estereótipos); interpretação, é a razão para as ações (motivo da percepção); recuperação, trata-se da memória que da suporte aos estágios anteriores do processo. E como respostas ao comportamento perceptivo temos o pensamento, sentimento e a classificação das ações.
Porém neste processo podem ocorrer algumas distorções como: estereótipos ou protótipos (que podem tornar a recuperação de informações imprecisa); efeito Halo (atributo de pessoa ou situação usado para generalização); percepção seletiva (destacar situação, pessoa ou objeto em consistência com necessidades, valores ou atitudes próprios); projeção ( atribuição de características pessoais para outros indivíduos); efeito contraste (contrastação de uma pessoa com aquelas encontradas na seqüência); expectação ( criar ou encontrar em outro aquilo que se espera num primeiro momento).
Além disto, têm-se a teoria da atribuição que tenta examinar como as pessoas entendem as causas de um determinado evento, como avaliam a responsabilidade do evento e como avaliam as qualidades pessoais dos envolvidos no evento. Assim ela propõe que são três os fatores que influenciam a determinação interna ou externa; a distinção ( analisa quão consistente é o comportamento do individuo em situações diferentes), o consenso (considera que em situações semelhantes reagir-se-á da mesma forma), e a consistência (considera se uma pessoa reage da mesma forma ao longo do tempo. No entanto, se ao subestimar a influencia de fatores situacionais ou superestimar a influencia de fatores pessoais na avaliação do comportamento  de alguém podemos estar incorrendo nos erros fundamentais de atribuição.  



O artigo A teoria atribucional: (re)conceituando a motivação na aprendizagem busca propor possíveis variáveis intervenientes para a formação dos conceitos de motivação da aprendizagem e suas implicações nos processos educacionais.
A ampla maioria dos autores situa a motivação entre os aspectos intrínsecos e extrínsecos na busca pelas razões da motivação para a aprendizagem. Consideram que educadores e educandos são movidos por pré-conceitos, ou seja, suas reações (recíprocas, de ambos) são atribuições a resultados passados projetados para o presente (julga-se com base em acontecimentos/fatos passados o que acontece).
Porém, o que se propõe neste artigo é reconceituar a motivação para a aprendizagem através da analise, compreensão e desenvolvimento dos processos por ambos os lados envolvidos no processo educacional. Só com a compreensão da aplicabilidade do conteúdo apresentado ocorrerá o desenvolvimento da motivação para a aprendizagem, pois só o “elemento” de forma isolada não representa nada, apenas com a relação entre elementos (ligação de uns com os outros) se alcança a luz das dimensões do campo da aprendizagem e se instiga a motivação. Do contrario o espaço escolar continuará sendo apenas um espaço artificial para realização da “praxe educacional”.

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