terça-feira, 12 de outubro de 2010

No artigo A Moda Não é Mais Moda, traz-se a tona uma visão critica aos modismos gerenciais, os quais “tentam fazer crer que trabalho e lazer são a mesma coisa”. Diante do enfraquecimento das estruturas organizacionais tradicionais dá-se cada vez mais importância ao trabalho em grupo e a gestão emocional, mas com o real intuito de substituir a coação e a pressão pela sutileza do controle e pela sobrecarga do trabalho como forma de determinar o ritmo do dia-a-dia do individuo até mesmo de sua vida privada desconsiderando expediente, hora, dia e semana, com a máxima de que ele deve estar sempre a postos, pois o relógio ponto são os olhares acusadores dos colegas da própria equipe, já que as mudanças estão ai, os objetivos precisam ser atingidos e ele é descartável.
Porém o trabalho nem sempre é exercido por vocação, nem toda empresa é a maravilha que se esperava, sequer a empresa pode garantir um trabalho prazeroso, feliz e divertido a todos os funcionários. Cabe então assumir que prazer não é medida de satisfação de desempenho e sim aproveitar o que a empresa realmente precisa de seu funcionário, ou seja, seu conhecimento especial e seu talento em prol de seus objetivos (empresa).  


O artigo Dilemas do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo busca apontar algumas das principais mudanças ocorridas no universo do trabalho no século XX e suas conseqüências para a classe trabalhadora.
Em face a marcantes transformações resultantes da reestruturação produtiva, intensificou-se a exploração da força de trabalho e a precarização do emprego, num cenário de contradição onde parte da classe trabalhadora é penalizada pela falta de trabalho, outros sofrem com seu excesso. A informalização do emprego e o recuo dos sindicatos estão causando a corrosão do caráter da classe trabalhadora, visto que a flexibilização trazida pela reestruturação produtiva exige trabalhadores ágeis, abertos a mudanças a curto prazo, que assumam riscos e que dependam cada vez menos de leis e procedimentos formais, porém isto causa sobrecarga de trabalho para os que sobreviveram ao enxugamento de cargos e acarreta impactos negativos na vida pessoal e familiar dos trabalhadores deixando-os a mercê de empregos alienados e estranhados.


 O artigo Contexto Social e Imaginário Organizacional Moderno traz a tona a complexidade do ambiente socioorganizacional e as atitudes da empresas face a isto, considerando-as no contexto e na época em que se inserem e que tudo que existe numa sociedade é produção desta e como tal deve ser compreendida, ou seja, se uma sociedade apresenta-se frágil no processo de identificação dos indivíduos, o imaginário empresarial vai buscar se aproveitar disto e ampliar sua influência sobre esta produzindo um imaginário auto-referente que fala de si (organização) busca assim uma homogeneização organizacional e desta forma criando relações circulares e estagnando seu crescimento em vez de incentivar contatos múltiplos e diversos de seus membros.


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