domingo, 17 de outubro de 2010

Unidade 02

Personalidade é um texto que faz uma relação como os atributos, a essência, ou ainda a combinação das características que fazem uma pessoa ser especial e única, assim como a necessidade de se estudar e buscar compreender a personalidade.
O texto propõe que para entender a personalidade é necessário entender a estrutura desta: núcleo psicológico, no qual estão incluídas as atitudes, valores, interesses, motivos e crenças sobre a pessoa e sua auto-estima (quem a pessoa é); respostas típicas, é a forma que a pessoa se ajusta/responde ao mundo a sua volta; comportamento relacionado ao papel, é a mudança de comportamento da pessoa a medida que suas percepções do ambiente mudam, ou seja, comportamentos diferentes para situações diferentes.
 A personalidade, em seus níveis origina-se do interior da pessoa para se exterior, tendo o núcleo psicológico como o mais difícil de conhecer, porém é a parte mais estável da personalidade, enquanto o comportamento relacionado ao papel é o mais externo e é enormemente influenciado pelo ambiente social externo, sendo que o núcleo fornece a estrutura que a pessoa precisa para funcionar na sociedade, enquanto o papel fornece o aspecto dinâmico e mutável que permite a aprendizagem.
Gerenciamento de impressão e produção de subjetividade em entrevista de seleção trata-se de um artigo que aborda o comportamento dos candidatos a emprego em uma entrevista de seleção.
Face as transformações do mundo atual do trabalho, traz-se a tona um novo sujeito do trabalho, flexível e mutável ao sabor do mercado. O gestor de sua carreira é adepto de leituras e treinamentos que orientam o comportamento fazendo o gerenciamento de impressão, ou seja, a busca do controle das impressões que os outros tem a seu respeito referente a valores a atributos pessoais.
Este estilo de vida demandado de modelos hegemônicos de "profissional ideal" remetem a uma representação do eu na vida cotidiana relacionada a aspectos manipulatórios e edição da auto-apresentação visando atender a convenções predeterminadas por uma sociedade organizacional homogeneizada e padronizada. Na busca de uma imitação do comportamento do outro e na autopublicidade os candidatos buscam evidenciar seus talentos e aspectos positivos, escondendo suas deficiências, mesmo que isto pareça manipulador e antiético. Esta homogeneização e padronização do sujeito pelas organizações, e além destas, pelas próprias agências de seleção esta levando a produção de indivíduos “as fornadas”, “deslocáveis ao sabor do mercado", com o desempenho requisitado para qualquer papel profissional.   
Através de informações fornecidas aos candidatos, os selecionadores indicam as estratégias e as táticas para o ator-candidato e até o papel que eles querem que o candidato represente que melhor se assemelha ao modelo ideal de profissional buscado por uma referida organização, e os sujeitos se deixam moldar por estes padrões (praticamente) universais e massificadores e assim as empresas de seleção vendem o melhor produto a ser pretendido pelo cliente.

Fonte: http://www.scielo.br/pdf/raeel/v2n2/v2n2a09.pdf

Gerenciamento de Impressão e Entrevista de Seleção: camaleões em cena, relata comportamentos de candidatos e selecionadores e o uso do GI em entrevistas de seleção.
Considera que candidatos e selecionadores gerenciam a impressão, ou seja seus modos de existência. Dar o que o selecionador deseja para atender expectativas do mesmo são considerados necessidades a serem atendidas durante uma entrevista de seleção (é o que consideram os candidatos ouvidos), neste sentido, esforço pessoal e mérito não são mais suficientes, pois assume-se, nesta linha de raciocinio, que o sujeito tem de moldar o comportamento e a sí proprio (também o corpo) para atender expectativas dos entrevistadores principalmente (e também das empresas). Assim o GI passa a ser considerado como natural no contexto do capitalismo flexivel, levando a individualização como modo de consumir a subjetividade traz a padronização do "profissional" ao mercado de trabalho.


Fonte:http://www.uab.furg.br//mod/resource/view.php?id=11918

terça-feira, 12 de outubro de 2010

No artigo A Moda Não é Mais Moda, traz-se a tona uma visão critica aos modismos gerenciais, os quais “tentam fazer crer que trabalho e lazer são a mesma coisa”. Diante do enfraquecimento das estruturas organizacionais tradicionais dá-se cada vez mais importância ao trabalho em grupo e a gestão emocional, mas com o real intuito de substituir a coação e a pressão pela sutileza do controle e pela sobrecarga do trabalho como forma de determinar o ritmo do dia-a-dia do individuo até mesmo de sua vida privada desconsiderando expediente, hora, dia e semana, com a máxima de que ele deve estar sempre a postos, pois o relógio ponto são os olhares acusadores dos colegas da própria equipe, já que as mudanças estão ai, os objetivos precisam ser atingidos e ele é descartável.
Porém o trabalho nem sempre é exercido por vocação, nem toda empresa é a maravilha que se esperava, sequer a empresa pode garantir um trabalho prazeroso, feliz e divertido a todos os funcionários. Cabe então assumir que prazer não é medida de satisfação de desempenho e sim aproveitar o que a empresa realmente precisa de seu funcionário, ou seja, seu conhecimento especial e seu talento em prol de seus objetivos (empresa).  


O artigo Dilemas do Trabalho no Capitalismo Contemporâneo busca apontar algumas das principais mudanças ocorridas no universo do trabalho no século XX e suas conseqüências para a classe trabalhadora.
Em face a marcantes transformações resultantes da reestruturação produtiva, intensificou-se a exploração da força de trabalho e a precarização do emprego, num cenário de contradição onde parte da classe trabalhadora é penalizada pela falta de trabalho, outros sofrem com seu excesso. A informalização do emprego e o recuo dos sindicatos estão causando a corrosão do caráter da classe trabalhadora, visto que a flexibilização trazida pela reestruturação produtiva exige trabalhadores ágeis, abertos a mudanças a curto prazo, que assumam riscos e que dependam cada vez menos de leis e procedimentos formais, porém isto causa sobrecarga de trabalho para os que sobreviveram ao enxugamento de cargos e acarreta impactos negativos na vida pessoal e familiar dos trabalhadores deixando-os a mercê de empregos alienados e estranhados.


 O artigo Contexto Social e Imaginário Organizacional Moderno traz a tona a complexidade do ambiente socioorganizacional e as atitudes da empresas face a isto, considerando-as no contexto e na época em que se inserem e que tudo que existe numa sociedade é produção desta e como tal deve ser compreendida, ou seja, se uma sociedade apresenta-se frágil no processo de identificação dos indivíduos, o imaginário empresarial vai buscar se aproveitar disto e ampliar sua influência sobre esta produzindo um imaginário auto-referente que fala de si (organização) busca assim uma homogeneização organizacional e desta forma criando relações circulares e estagnando seu crescimento em vez de incentivar contatos múltiplos e diversos de seus membros.


domingo, 10 de outubro de 2010

Unidade 01

O artigo Identidade e Trabalho: uma articulação indispensável remete a importância do fator humano nas organizações, sua subjetividade e relevância no dia-a-dia do trabalho, procurando subsídios para compreensão e analise de aspectos correlacionados. Além disto, faz uma articulação da dimensão objetiva com a subjetiva do trabalho com propósito de fornecer fundamentos oriundos da relação homem/trabalho e as conseqüentes implicações no sistema produtivo, assim como no contexto sócio-econômico.